É de praxe em todos os anos nos dias dos finados cair uma chuva, pelo menos uma garoa. Isso eu ouço desde pequeno e ouço dos meus entes mais antigos, eles sempre repetirem essa frase todos anos. A minha acabou de repetir essa frase a poucos minutos atrás. Hoje é um dia que para ela é muito especial. Pois, ela relembra dos meus queridos avós, meu padrasto, meus tios e tias e, como também não podemos esquecer, dos nossos animais de estimação que já partiram desse plano para um plano superior.
Entretanto, nesse ano de 2021 os dias dos finados ganha um peso excepcional. Uma vez que uma parcela significativa da sociedade brasileira está em luto pelos nossos praticamente 608.000,00 mortos em decorrência da Covid-19 e suas variantes de forma direta e de forma indireta também porque muitas pessoas não morreram de forma imediata. Porém, as sequelas da doença ceifaram muitas vidas e continuam ceifando outras almas que acabam não entrando de forma direta nas estatísticas do montante apresentado pelos telejornais. Falando em telejornais, nos mesmos já tornaram corriqueiras o momento aonde se faz o destaque para as estatísticas sobre os números da covid, ou seja, a quantificação dos números das médias moveis de mortes, infectados, recuperados e vacinados de todo o País. O que impressiona é que mesmo com as estatísticas, onde algumas emissoras passaram a ter como fonte as estatísticas levantadas pelos consórcios de empresas de impressa após o governo federal passar a atualizar as estatísticas que eram divulgadas pelo ministério da saúde a partir das 22 horas e não entre 17 às 19 horas como era feito anteriormente, demonstrando um índice elevados de mortes e de contaminações comparados ao demais países no mundo, o governo federal e algumas regiões do país já estipulam datas para a flexibilização do uso de máscaras e dos distanciamento social. A mudança de horário das estatística assim como o atraso na atualização dos dados pelo governo federal em meio a pandemia recebeu duras críticas tanto dos veículos de impressa quanto do STF onde foi afirmado que ““A manipulação de estatísticas é manobra de regimes totalitários. Tenta-se ocultar os números da #COVID19 para reduzir o controle social das políticas de saúde. O truque não vai isentar a responsabilidade pelo eventual genocídio”, reclamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, em sua rede social, neste sábado.”(Fonte internet: https://brasil.elpais.com/brasil/2020-06-06/governo-bolsonaro-impoe-apagao-de-dados-sobre-a-covid-19-no-brasil-em-meio-a-disparada-das-mortes.html)
É importante enfatizar que o Brasil está em segundo lugar no ranking de mortes por Covid só perdendo para os Estados Unidos e que está em terceiro se compararmos o número de casos por contaminação pelo vírus que assola a nossa humanidade nos tempos atuais (Fonte internet: https://news.google.com/covid19/map?hl=pt-BR&gl=BR&ceid=BR%3Apt-419). A doença dizimou diversas famílias as vezes deixando vivos apenas os filhos dos núcleos familiares, ou seja, dependendo da idade dos filhos esses ficaram totalmente sem renda para seu sustento; E sendo menores fica nítida a responsabilidade do estado brasileiro e dar um mínimo de suporte para esses órfãos da pandemia. Foi neste contexto foi criado um site chamado http://www.emluta.org.br que ao acessarmos logo de início descreve que “mais de 5 milhões de brasileiros que perderam entes queridos e tiveram suas vidas para sempre transformadas pela pandemia. Precisamos cobrar políticas públicas que atendam suas necessidades, começando pelos mais vulneráveis: as mais de 200 mil crianças e adolescentes que perderam pai, mãe ou guardião legal para a Covid-19.” Eu fiquei sabendo sobre e site através de uma amiga do trabalho que atua na área de responsabilidade social e possui uma visão muita ampla sobre humanidade e sobre nossos direitos perante o estado de direitos que os nossos governos, ditos democráticos, têm como responsabilidade fornecer a nós, seus concidadãos.
Se faz fundamental relembrarmos um dos principais motivos que levaram aquelas explosões de grandes mobilizações populares em todo País que foi uma forte repressão com o uso extremo das forças militares sobre a população nas ruas que levou a um efeito em cadeia aonde as manifestações em vez de cessarem, pelo contrário, só aumentaram e se espalharam por diversas regiões no Brasil. Até chegar a um ponto aonde o governo precisou abrir um canal de diálogo e ser obrigado a ceder as algumas das reivindicações dos diversos grupos, que eram “contra os gastos do país com as copas das Confederações e do Mundo”, que compunham a turba que tomava as ruas e ameaçava invadir o congresso nacional (Fonte internet: http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2013/06/manifestantes-invadem-cobertura-do-congresso-nacional.html)
Atualmente a grande questão econômica que aflige a todos nós brasileiros é o subsequente aumento do preço dos combustíveis que já acumula 73% durante o ano de 2021 (Fonte internet: https://autoesporte.globo.com/seu-bolso/noticia/2021/10/gasolina-tem-novo-aumento-no-preco-no-acumulado-do-ano-alta-e-de-73percent.ghtml). O governo coloca a culpa na Petrobras e a Petrobras tenta se defender dizendo que o problema está nos tributos governamentais, ou seja, como diz aquele velho ditado popular “é o sujo falando do mal lavado”. Na verdade, na verdade, verdadeira é que a dolarização da nossa econômica faz com que os preços, não só dos combustíveis, mas também de todos os outros produtos subam de preço de forma galopante (Fonte internet: https://duvidasgasolina.petrobras.com.br/). É essencial deixar claro quem é o verdadeiro vilão dessa história, e digo história porque não uma estória de faz de conta e sim história do Brasil que será lembrada pelos nossos netos e bisnetos no futuro, é o atual chefe máximo da governabilidade do nosso País. Jair Bolsonaro joga com as palavras querendo se passar por bom moço num discurso que distorce a realidade aonde afirma que se faz necessário a privatização as pressas da Petrobras porque ela dá muito lucro e que tem algo errado com a maior empresa estatal, de economia mista, do país. Ele diz que o lucro da Petrobras deve servir para ajudar a nossa sociedade. Mas, quem orienta as políticas sociais para esse serviço é o próprio governo. Bom pelo menos deveria ser, porque quem indica o presidente da Petrobras é o próprio presidente da República. Logo, a política implementada na Petrobras é a política que dita os rumos da nossa economia. Isso nos lembra que temos um ministro da economia, Paulo Guedes da escola americana ultracapitalista de Chicago, e que detém uma empresa offshore, ou seja, empresa fora do território de origem do(s) dono(s). As vantagens de se ter uma empresa offshore são muitas, eu destaquei algumas características bastante relevantes:
“COMPANHIAS DE COMÉRCIO INTERNACIONAL (TRADING COMPANIES)
A utilidade mais comum de uma companhia constituída em zona de impostos nulos ou reduzidos é no comércio internacional. Importantes oportunidades de economizar impostos podem ser obtidas por meio de uma empresa offshore que realiza transações de importação e exportação. Se um grupo de empresários sediado no território A controla uma sociedade offshore no território B, poderá, por exemplo, exportar mercadorias para a sua controlada no exterior, a preços de atacado.
A utilidade mais comum de uma companhia constituída em zona de impostos nulos ou reduzidos é no comércio internacional. Importantes oportunidades de economizar impostos podem ser obtidas por meio de uma empresa offshore que realiza transações de importação e exportação. Se um grupo de empresários sediado no território A controla uma sociedade offshore no território B, poderá, por exemplo, exportar mercadorias para a sua controlada no exterior, a preços de atacado.
Assim, a sociedade offshore, no território B, será contratada para funcionar como uma distribuidora comercial do grupo e poderá re-exportar as mesmas mercadorias para outros países auferindo lucros isentos de impostos, resultantes da diferença entre preço de compra e preço de revenda. Em muitos casos, os produtos não precisam ser fisicamente recebidos pela offshore, mas podem ser embarcados diretamente para o comprador final. A offshore pagará uma fatura para o vendedor e o comprador final pagará outra fatura maior, contra ele emitida pela offshore.
Também se pode utilizar uma entidade offshore para importar matérias primas ou produtos por atacado, a preços mais favoráveis, diretamente junta a grandes fornecedores. Por exemplo: um grupo de empresas do mesmo ramo, se associam para fundar uma sociedade offshore e a encarregam de comprar no mercado internacional matérias primas em quantidades significativas, para se beneficiarem de economias de escala e de custos administrativos reduzidos.
Os produtos serão repassados para as empresas associadas, com pequena margem de lucro, que servirá para capitalizar a firma no exterior e permitir a continuidade dos negócios. Do ponto de vista fiscal, tais sistemas podem ser mais eficientes do que uma associação de empresas no país de origem. Neste particular, resta observar que no Brasil existem diversas restrições ao planejamento, havendo que se obedecer às disposições da Lei dos Preços de Transferência (Lei 9430/96) e as correspondentes normatizações da Receita Federal do Brasil.” (Fonte internet: http://www.portaltributario.com.br/offshore.htm)

Logo fica bem evidente quais são os interesses que estão por trás da aceleração da privatização da Petrobras que na verdade já está em curso já alguns anos. Uma vez que, a ex-subsidiária Petrobras Distribuidora S.A. foi privatizada, ela era uma das famosas galinha dos ovos de ouro da Petrobras porque era responsável pela distribuição dos derivados de petróleo por todo nosso país; A Liquigás, outra ex-subsidiária da Petrobras, também foi privatizada e era responsável pela venda do gás de cozinha e do gás industrial à nível de Brasil; Além dessas subsidiárias uma parte significativa dos dutos da Transpetro S.A., outra subsidiária da Petrobras, também foram vendidos e o custo do seu aluguel paga atual, em menos de seis meses, paga o valor pelo qual essa parcela estratégica da Transpetro foi privatizada; Recentemente duas refinarias da Petrobras foram privatizadas a Refinaria Landulpho Alves Mataripe (RLAM) e Refinaria Isaac Sabá, de Manaus (Reman), junto com o terminal de armazenamento; A Petrobras Biocombustivéis S. A. é outra subsidiaria que está no alvo do governo Bolsonaro para a privatização. O que isso tudo significa? e o que isso pode ter a ver com o aumento dos combustíveis? A resposta é bem simples… isso tem tudo a ver com o aumento do preço dos combustíveis porque somos nós brasileiros que já estamos pagando o pato pela avançada privatização da Petrobras. Esse é o preço que estamos pagando pela entrada da livre concorrência e do deus do livre mercado de uma política neoliberal aonde oprime o seu povo em beneficio do lucro para poucos. Lucro que estava acima de tudo e todos até mesmo acima da vida dos idosos como no caso do escândalo do conglomerado empresarial chamado Prevent Senior. E como disse muito bem o Greg News em seu canal no Youtube “seria muito ruim a empresa se chamar Prevent Velho…” e realmente o nome não colaria no cabeça do público senil. Mas, o que pegou muito mal mesmo, e que si for realmente comprovado esse potencial crime contra a humanidade, foi o slogan interno dos hospitais da Prevent Senior, referentes aos idosos internados acometidos pelo vírus da Covid, quefoi o seguinte:“Óbito também é alta” (Fonte internet: https://www.youtube.com/watch?v=JIR2461NP4E). Aonde o conglomerado lucrava com o óbito dos idosos já que a empresa é, ao mesmo tempo, dona do plano de saúde e dona do hospital aonde os idosos se internavam acometidos pela doença. O Greg descreve muito bem as atrocidades que ocorriam dentro das UTIs, aonde o oxigênio dos idosos era diminuído aos poucos e que existia uma ala aonde os idosos eram deslocados para literalmente morrem a minguá. A sorte, azar para Prevent Senior, é que um idoso conseguiu sobreviver aos processos de quase eutanásia, graças aos cuidados médicos de um médico particular que foi contratado pelos familiares dele para acompanhar o seu estado de saúde quando a família começou a suspeitar dos procedimentos adotados dentro do hospital. Onde um dos procedimentos era prescrever o Kit-Covid, o kit que o governo Bolsonaro defende e que contém dentre as outras medicações a hidroxicloroquina, que já foi comprovada cientificamente a sua total ineficácia diante do Covid.
Essas atrocidades contra a humanidade foram publicizadas através dos relatos de alguns médicos que pediram demissão da Prevent Senior e denunciaram a empresa via representação da advogada Bruna Morato na CPI da Covid como também três deles foram expor a questão em rede nacional de televisão no canal da rede Globo no programa do fantástico (Fonte Internet: https://www.brasildefato.com.br/2021/09/28/advogada-diz-que-medicos-da-prevent-senior-eram-obrigados-a-receitar-kit-covid). Atrocidades como essas são comparadas a época do império nazista de Hitler aonde pessoas eram usadas como cobaias humanas nos seus experimentos em seus campos de concentração (Fonte internet: https://encyclopedia.ushmm.org/content/pt-br/article/nazi-medical-experiments). Nós precisamos enquanto seres humanos conscientes da nossa humanidade nos enlutarmos em luta contra quaisquer tipos de atrocidades que lembrem o que a humanidade já sofreu na mãos de ditadores aonde a ganância pelo poder supremo estava acima de tudo e todos até mesmo acima de suas próprias consciências enquanto seres humanos. Mas, é importante falar que ser chamado de ser humano é somente quando somos imbuídos de uma consciência humana que nos diferencia dos animais, ditos irracionais, e que nos eleva num nível de pensamento e conscientização aonde nos faz buscar por uma emancipação e uma evolução através de uma revolução de si mesmo para o mundo. Onde mudando a si mesmos contribuímos para a mudança do mundo. Mas, ao mesmo tempo precisamos também mudar o mundo para que um novo mundo nasça e isso só possível através dessas revoluções mundiais e individuais ao mesmo tempo.
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