A novilíngua* da transição presidencial na Petrobras

Basta ligarmos as nossas Teletelas* (SmartTvs e Smartphones) para vermos nos noticiários, o seguinte islôgan (Slogan) de efeito: “_A Petrobras aumenta o preço dos combustíveis mais uma vez!”. É perceptível que essa frase, no mínimo, está capenga. Invoco a palavra capenga por estar faltando um membro importante nessa pequena informação repassadas pelas mídias corporativas. Ora pois!…, é o que diria o seu Manuel da padaria com aquele sotaque típico de português de Portugal, e o seu Manoel complementa: …Mas, não é a Petrobras parte da estrutura da união. Logo, essa tal Petrobras também não faz parte do governo? A resposta para essa pergunta do Manoel é simples: Sim, em grande parte. Uma vez que, ela é uma empresa de economia mista. Mas, aí povão irá perguntar: Mas, que diabos é esse treco de empresa de economia mista? Agora a resposta é um pouco mais complexa. Porém, não é nenhum bico de setes cabeças não. Uma empresa de economia mista é uma empresa estatal onde uma parte do seu capital é privado, ou seja, existem ações de investidores particulares como também existe ações da ordem do capital público, ou melhor, ações as quais a união federativa do Brasil detém.

Entretanto, o povão, que de bobo não tem nada, não satisfeito com resposta lança outra pergunta capiciosa. E como funciona uma empresa de economia mista? Sendo assim, segue um resumo que eu encontrei na internet para responder de forma bem didática esse questionamento:

“Empresa de economia mista é uma sociedade composta pelo Estado, que possui mais controle sobre o negócio, e o mercado. Ou seja, é um meio termo entre uma empresa pública, na qual a União detém controle total, e uma empresa privada, constituída sem a participação do governo na administração. A empresa de economia mista é uma estrutura prevista na legislação, mais especificamente no artigo 5º, inciso III da Lei 200/1967.

Como o Estado detém maior autonomia em uma estrutura de sociedade de economia mista, os serviços prestados são públicos, apesar de estarem sob aspecto de Pessoas Jurídicas de Direito Privado. Porém, é importante ressaltar que o Estado não precisa ser o acionista majoritário desta sociedade, ou seja, ter mais de 50% das ações, mas sim, apenas possuir a maior porcentagem das ações e consequentemente ter mais controle sobre a gestão da empresa.

Por fim, também é importante destacar que uma empresa de economia mista fornece serviços públicos, mas como possui interesse privado, precisa gerar lucro e apresentar um desempenho financeiro satisfatório aos acionistas que investem seus recursos nela.”

Fonte Internet: https://www.capitalresearch.com.br/blog/investimentos/empresa-de-economia-mista/

Sendo assim a união detêm, no caso da Petrobras, atualmente 50,50% das ações ordinárias da empresa. Podemos ver no gráfico a seguir a atual distribuição acionária da Petrobras:

Fonte Internet: https://www.investidorpetrobras.com.br/visao-geral/composicao-acionaria/

Esclarecendo que no grupo de controle está contido o governo federal e BNDESpar. O BNDESpar “a instituição funciona como uma espécie de “fundo de investimento” do governo, por capitalizar, de forma direta, as empresas onde o BNDES quer investir – mantendo, dessa forma uma participação no quadro acionário das mesmas.” (Veja mais detalhes em: https://www.suno.com.br/artigos/bndespar/). Isso significa que a união ainda é a detentora da maior fatia de ações ordinárias da Petrobras. Logo, a resposta em relação a pergunta do seu Manoel e do povão fica evidente e sabendo disso podemos completar a frase elaborada malandramente pelas mídias corporativas, ou seja, a Petrobras é também da união e ainda é considerada parte integrante da união que detêm 50,26% das ações ordinárias da Petrobras. Reformulando a frase midiática, podemos dizer que: “_A Petrobras, empresa estatal de economia mista, aumenta o preço dos combustíveis mais uma vez!”. Logo, a novilíngua criada, tanto pelo (Des)governo Bolsonaro quanto reproduzida pelas mídias corporativas de massa, restringi o pensamento lógico. E agora fica claro para tod@s nós que a Petrobras também é parte integrante da união. Então, nessa relação fica evidente que o estado interfere direta e indiretamente na Petrobras. Uma vez que, o futuro ex-presidente da Petrobras, Castelo Branco (das Trevas), foi nomeado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, do governo Bolsonaro. Logo, a tal autonomia dita aos quatro ventos pelo presidente da república é no mínimo bastante questionável.

Infelizmente, o futuro ex-presidente da Petrobras Castelo Branco (das Trevas) fez o seu dever de casa direitinho, isto é, podemos afirmar isso porque num passado bem recente a alta direção da Petrobras decidiu por a venda as ações ordinárias da união fazendo com que fosse alcançado esse patamar atual de 50,26%. Onde a Petrobras não deixou de ser estatal por muito pouco, ou seja, estamos mais que na beira de um privatização global da Petrobras (Veja em: https://www.seudinheiro.com/2020/empresas/petrobras-fica-a-beira-da-privatizacao-com-venda-de-acoes-do-bndes-em-oferta/). É importante que está ideia esteja clara em nossas mentes e em nosso corações, ou seja, que a Petrobras ainda é do governo federal e isso significa que a Petrobras ainda é sim, do povo brasileiro; É sim, também,  um patrimônio nós brasileir@s já tão vilipendiad@s, humilhad@s e explorad@s. E digo isso não só pela atual situação em nos encontramos, devido os mais de 14 milhões de desempregados no Brasil, mas também  pela pandemia que nos assola globalmente e que só podemos comparar com a peste negra (Veja em: https://www.youtube.com/watch?v=ol7ewbi5pvM), por exemplo, que assolou a sociedade mundial. Existe até um jogo de videogame chamado A Plague Tale: Innocence (Veja mais detalhes em: https://recreio.uol.com.br/games/recreio-indica-plague-tale-innocence-o-jogo.phtml) que descreve muito bem os horrores de um período sombrio e obscuro da nossa humanidade o qual desejamos que não se repita. Porém, a realidade bate a nossa porta e nos mostra que é preciso enfrentarmos mais esse desafio com muita coragem, determinação e conscientização. Nós não podemos esmorecer temos que continuar lutando. Pois, “o desafio é a nossa energia”. Bom pelos era antes das mudanças radicais que ocorreram dentro e fora da Petrobras.

As mudanças de governos, Lula para Dilma, Dilma para Temer e Temer para Bolsonaro, também mudaram radicalmente as estruturas da gigante do petróleo nacional ao longo desses 19 anos. Nossa integridade foi abalada e a reestruturação da Petrobras desestruturou os pilares da dita autossuficiência em petróleo e gás; como também da indústria naval no Brasil. Através do sucateamento e desmonte das empresas que eram, nada mais nada menos, os “braços de engenharia” no Brasil, fizeram com que os empreendimentos fossem migrados para outro continente, ou seja, caímos com os pés e mãos atados no colo das EPCistas estrangeiras. Essas empresas de engenharia detinham condições de Engenheirar, Produzir e Construir – EPC plataformas e navios Offshores (Fora do Litoral), lá do outro lado do mundo. Os Chineses receberam as demandas brasileiras das construções navais e de plataformas, boa parte dos Projetos Replicantes e dos da Cessão Onerosa, de braços abertos, olhos bem arregalados e, é claro, foram muito bem pagos em dólar americano. Desta forma todo o investimento feito nos estaleiros nacionais, na verdade muitos destes eram conglomerados nacionais/estrangeiros, foram literalmente abandonados e deixados ao Deus-Dará.

E não foi somente o sucateamento da indústria naval não, também ocorreu a venda de ativos da Petrobras, ou seja, a privatização de subsidiárias extremamente importantes para a infraestrutura da indústria de petróleo, gás e derivados no Brasil. Um movimento totalmente ao contrário com relação aos demais países no globo, os quais mantiveram seu portifólio tanto de refino quanto de dutos para o tratamento, o armazenamento e o transporte petróleo e seus derivados. Além das privatizações podemos citar outros aspectos complexos de entender como a construção do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro – COMPERJ que esbanjou um montante significativo de dinheiro e não foi concluído. Os gastos com a terraplanagem, basta verificarmos o espaço territorial destinado ao COMPERJ visto do alto via google maps, somatizam um investimento milionário, um verdadeiro absurdo de gastos. Pois, esse espaço era praticamente do tamanho da cidade de Itaboraí. Logo, podemos dizer que era preciso ter um esforço singular, tanto da Petrobras quanto do governo federal, para dar continuidade a esse empreendimento devido ao acúmulo de capital agregado e respectivamente ao retorno financeiro que trairia da sua construção por completo. Pois, após construído o COMPERJ geraria, além de milhares de empregos, geraria também toneladas de diversos derivados, como uma infinidade de polímeros por exemplo, que atenderiam uma demanda importante de matérias-primas necessárias para o desenvolvimento de outros nichos indústrias, e alimentaria uma cadeia produtiva de suma importância para o nosso País. É bem possível que se fossemos similares aos chinês, teríamos terminado a construção do COMPERJ, Trem-1, Trem-2 e a Petroquímica(Ver mais detalhes em: https://epbr.com.br/da-aventura-petroquimica-do-comperj-ao-pe-no-chao-da-planta-de-lubrificantes-basicos-por-alberto-barriga/), com subsídios da união federativa, uma vez que, o dinheiro já ali investido só teria retorno com o empreendimento totalmente pronto. Nós poderíamos também pegar dinheiro em prestado no BRICS (Bloco Econômico Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) onde um dos principais objetivos é “Criação de um Banco de reservas financeiras destinados a países componentes do bloco em situações de necessidade de socorro econômico (Ver mais detalhes em: https://www.suno.com.br/artigos/brics/);” A questão é que não houve interesse da gestão governamental à época, governo Dilma, em realizar essa ação nos BRICS; Infelizmente. Pois, até um “Banco do BRICS, criado em 2014 e sediado em Xangai, na China.”; estava a disposição para ser utilizado pelo governo Dilma. Por que será que ela não quis utilizar essa carta que estava em sua manga?

E para dizer que nada foi aproveitado com relação ao COMPERJ “Atualmente, a Petrobras está construindo no COMPERJ a Unidade de Processamento de Gás (UPGN), que vai processar o gás natural do Pré-sal, além das redes de gasodutos. Nesses projetos, a estatal está investindo cerca de US$ 4 bilhões e empregando, neste ano, 7.500 pessoas nas obras.” (Ver detalhes em: https://www.portosenavios.com.br/noticias/offshore/petrobras-estuda-construir-termeletrica-e-fabrica-de-lubrificantes-no-comperj). Fatos semelhantes ocorreram em relação ao abandono dos empreendimentos das refinarias Premium I e Premium II que totalizaram investimentos na casa de R$ 2,6 bilhões (Ver em: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2017/05/13/refinaria-abortada-pela-petrobras-cria-cenario-de-cidades-fantasmas-no-ma.htm). É importante destacar que todos esses investimentos têm incutidos neles parte do dinheiro oriundo de capital da união e parte do capital privado. Logo, uma parcela significativa desses montantes de valores saíram dos cofres públicos sim (Ver em: https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/510992/noticia.html?sequence=1&isAllowed=y). Daí a importância de entendermos que a nossa participação como povo brasileiro deveria ser significativa nos rumos não só da Petrobras mais como também nas diversas empresas estatais que compõem o conglomerado o qual o atual governo quer se desfazer a preços irrisórios.

Após essas explanações fica claro que a questão relacionada aos desmonte da Petrobras são mais complexas do imaginamos. Principalmente pelo fato de tanto o governo atual quanto as mídias corporativas distorcerem os fatos e criarem frases semelhantes ao Duplipensar* como no livro ficcional de George Orwell. Essa lógica imposta pelo governo totalitário do grande irmão (Big Brother), o chefe máximo da hierarquia dominante dessa história, impedia que a sociedade pensasse fora dessa caixinha. “Em um tipo de lavagem cerebral, o Estado implanta nos cidadãos o duplipensar. Isto é, ele apresenta dois conceitos contraditórios e distorce a capacidade de interpretar cada um para perceber que não fazem sentido. Um exemplo é o lema do Partido: “Guerra é paz. Liberdade é escravidão. Ignorância é força”. Ou seja, ninguém se questiona sobre a impossibilidade disso, pois ninguém quer pensar por si, apenas aceita o que é dito. Não parece com o hoje?” (Fonte Internet: https://www.folhavitoria.com.br/geral/blogs/vem-ler-comigo/2020/07/21/o-livro-1984-e-o-ano-de-2020-como-george-orwell-acertou-a-nossa-atualidade/). Logo, a lógica do duplipensar está sendo utilizada o tempo todo pelo governo Bolsonaro como por exemplo, podemos citar a máxima: A privatização vai contribuir com a emancipação econômica do Brasil, nos tornando mais competitivo perante o mercado internacional. O mais estranho nessas afirmações é que os nossos próprios competidores são os que se dispõe para adquirir os ativos, infraestruturas, que estão sendo ofertados, ou melhor, dados de mão beijada, literalmente, a preços muito abaixo do seu valor real.

            É fundamental entender que venda de ativos é igual a privatizações. E durante os 19 anos de (des)governos PTistas, (des)governos PMDBista (Atual MDB) e atual (des) governo Bolsonarista a lógica da Tecnocracia vem sendo implementada cada vez mais e com mais ênfase no dia-a-dia laboral de nós Petroleir@s. É uma lógica cruel a qual constrói uma disputa entre trabalhador@s através de metodologias aprendidas na escolas norte-americanas aonde o mérito está em primeiro lugar, ou seja, a competição entre trabalhadores é incentivada como é incentivado a adesão o PIDV (Programa Incentivado de Demissão Voluntária). Uma lógica que coloca trabalhador@s contra trabalhador@s como num coliseu aonde os gladiadores se enfrentam para o deleite dos imperadores e dos reis que estão ávidos por sangue humano nas arquibancadas, rodeados de seus asseclas e serviçais. Porém, no pano de fundo dessas lutas sem sentido vão sendo retirados direitos e vendidos os nossos bens de valor muito maior do que as migalhas das vitórias das lutas desumanizadas pelos méritos. Somos vilipendiados dos direitos e das riquezas, riquezas essas coletivas e nacionais, e que depois de vendidas não podem ser recuperadas tão facilmente. Nós podemos dar diversos exemplos das privatizações que já foram concluídas como a venda da Liquigás por R$ 3,7 bilhões para o grupo formado por Copagaz, Itaúsa e Nacional Gás Butano (Fonte Internet: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2019/11/petrobras-vende-liquigas-por-r-37-bilhoes-para-consorcio-de-copagaz-e-itausa.shtml), inclusive o fundo de investimentos Mubadala  participou dessa disputa na tentativa de compra da Líquigas, ou seja, os árabes, que não são nem um pouco bobos em relação no fazer bons negócios, viram um negócio da china e tentaram comprar essa importante ex-subsidiária da Petrobras. Porém, o grupo de capital Mubadala não deu o braço torcer e arrematou recentemente a refinaria Landulpho Alves – RLAM, na Bahia por 1,65 bilhão de dólares, a metade do preço de mercado “para estimar o valor da refinaria, o Ineep diz ter utilizado o método do Fluxo de Caixa Descontado, que se baseia no valor presente dos fluxos de caixa e em projeções para o futuro. Em três cenários observados, o estudo chega a valores de 3,1 bilhões, 3,5 bilhões e 3,9 bilhões de dólares.” (Ver detalhes em: https://www.cartacapital.com.br/economia/petrobras-vende-refinaria-na-bahia-por-165-bilhao-de-dolares-fup-ve-negocio-a-preco-de-banana/). A Mubadala Capital, de Abu Dhabi, já estava de olho nas riquezas brasileiras desde 2019 e não perdeu tempo e nem dinheiro. Afinal é como muito colegas da Petrobras, principalmente durante os cursos de capacitação mais recentes, acabam reproduzindo, aquela frase máxima do pensador Adam Smith: “Tempo é dinheiro.” Mas, diferentemente do que essa galera afirma, podemos deduzir que tempo é muito mais do que simplesmente dinheiro; tempo é vida, ou seja, o tempo que despendemos tem uma relação direta com as nossas vidas pelo fato de utilizarmos o tempo para aplicar uma parte singular dele no dia a dia laboral, 40 horas semanais para ser mais exato, e deixamos de realizar diversas outras tarefas cotidianas para dedicarmos horas e amis horas na realização das tarefas de trabalho.

            Diferente do que muitos dizendo o Teletrabalho é muito mais complicado de se realizar do que o trabalho presencial, pelo simples fato de estarmos em casa, e em grande parte nós estarmos no mesmo espaço com os demais membros de nossas famílias, temos que dividir o tempo de trabalho com o convívio com os membros familiares e ao mesmo tempo com as atividades que não deixam de acontecer em nossas casas e no trabalho. Daí podemos perceber o quanto de trabalho existe para manter nossas casas limpas e arrumadas, na comida pronta no horário, na recepção das nossas encomendas e nos telefonemas que temos que atender para dar continuidade as nossas vidas de labor e pessoal como também os pequenos deslocamentos, que muitas vezes precisamos realizar nos horários de folga, as vezes não, para resolver questões do nosso particular que são fundamentais para mantermos nossas sanidades físicas e mentais. O deus do teletrabalho é endeusado por muitos. Porém, muitos também esquecem que não há muitas regras, como o bater de ponto nas catracas, na verdade não há quase nenhuma regra pré-definida, que nos assegurem no trabalho tele presencial. Na verdade, nós estamos é numa grande corda bamba da CLT que pouco amarra os deveres e direitos de nós trabalhador@s e das empresas nesse nosso novo normal em Teletrabalho (Home Office). E para piorar a Uberização precarizante das estruturas legais trabalhistas no Brasil no mundo estão aí, nos espreitando, para provar por A+B que os patrões estão com os garfos e facas afiadíssimos para arrancar os nossos bújos num piscar de olhos e vende-los ao primeiro contrabandista de órgãos humanos que aparecer bem ali na esquina, oferecendo uns quaisquer mil dólares(Veja detalhes em: https://segredosdomundo.r7.com/precos-de-15-orgaos-humanos-no-mercado-negro/). Até porque para os patrões somos apenas números e não pessoas humanizadas. A cada dia que somos tratados com menos humanidades pela gestões de pessoas, até porque são o Botes (bots), robôs com inteligência computacional que nos atendem em primeiro lugar , em vezes de pessoas, quando ligamos para algumas empresas de prestação de serviços, como as empresas telefônicas e de internéte (internet), por exemplo (Veja detalhes em: https://rockcontent.com/br/blog/bots/).  E já algum tempo o desmonte das estruturas de atendimento de saúde da Petrobras vem aderindo, em seus atendimentos de caôcenteres (call centers), a esses Botes para suprir as demandas de: Saúde!! da Petrobras, ou seja, é Saúde para a Petrobras; e doenças ocupacionais para nós trabalhador@s. Até porque tem uma galera se afastando por diversos tipos de doenças ocupacionais tanto as físicas como as mentais.

            Os patrões querem é que nós continuemos pacificamente em teletrabalho. Pelo fato de além da economia infraestrutural como a água potável, a luz, a internet, a manutenção e os não acidentes de trabalho; eles também estão faturando na vantagem da não mobilização das categorias, e principalmente a não mobilização da nossa categoria petroleir@. Uma vez que, as convocações para participarmos das assembleias e das atividades de manifestações serem realizadas nas portas das unidades administrativas e operacionais. Em teletrabalho, o trabalho de mobilização das entidades sindicais se torna muito, mas, muito mais difícil. E pelo contrário a facilidade que a empresa tem em passar a sua lavagem cerebral tecnocrática, estilo o grande irmão (Big Brother) da história ficcional do livro 1984, fica muito mais fácil via as teletelas* idealizadas em 1948 pelo Orwell e que hoje estão materializadas em nossas mãos e em nossas casas via notebuquis (notebooks) Lepitopís (Laptops).

            É através dessas teletelas* que assistimos de camarote aos desmonte da Petrobras e a troca e transição presidencial da Petrobras do novo normal. Um Petrobras já meio sucateada e devastadas  não somente pelos corruptos e corruptores do passado recente, de Lula à Temer, como também pela tecnocracia bolsonarista que briga entre si, ou finge que briga, como a guerras inventadas e desinventadas entre continentes da história do George, e que na verdade, na verdade nós é que não ficamos sabendo das verdades por de trás das câmeras dos dispositivos móveis e imóveis que imobilizam qualquer ação concreta de reação da massas aos assaltos à mãos armadas, literalmente,  dos que agora estão no poder. Saí um presidente da escola americana de Chicago e entra um general para liderar umas das ex-maiores empresas de economia mista do mundo (Ver detalhes em: https://brasil.elpais.com/economia/2021-02-19/bolsonaro-indica-general-como-novo-presidente-da-petrobras-e-poe-mercado-em-alerta-por-temor-de-intervencao.html). O que nos deixa mais preocupado, enquanto petroleir@s e como sociedade brasileira, com a troca da presidência da Petrobras, a qual já era esperada devido as falas negativas do Bolsonaro em relação as altas repetitivas dos preços dos combustíveis realizadas pela trupe do Castelo Branco (das Trevas), não é nem a troca em si. Mas, sim o que está por vir com essa troca repentina. Até porque já vivenciamos a novela de 2020 em como foi as trocas de ministros da saúde nesse (des)governo atual; E sabemos, por experiência empírica, o quanto fez extremamente mal a nossa sociedade, o total descaso dos ministros da saúde em relação a saúde da população, tanto dos mais necessitados quanto da população em geral e quase sem exceções. Entendemos que um governo que não se importa com as mortes de milhares de pessoas também não vai se importar em vender as riquezas do nosso país que foram construídas com muito suor, sangue e lágrimas pela classe trabalhadora e por toda sociedade com o advento do uso de imposta arrecadados para o desenvolver as infraestruturas petroquímicas da nação. Nós temos o dever e o direito de nos indignarmos perante o que está acontecendo. É impossível ficarmos calados diante ao que está posto. A federação única dos petroleir@s – FUP(Ligada a CUT) deveria ter vergonha da afirmar como positiva a troca de posto presidencial da Petrobras. Eu acho que FUpelega esqueceu dos anos de chumbo onde vári@s pessoas desapareceram e ou foram torturadas nos porões da ditadura civil-militar financiada por mais de 80 empresas de diversas vertentes no Brasil (Ver detalhes em: https://brasil.elpais.com/brasil/2014/09/08/politica/1410204895_124898.html).

Glossário:

Novilíngua* – Novilíngua, novafala[1] ou novidioma é um idioma fictício criado pelo governo hiperautoritário na obra literária 1984, de George Orwell. A novilíngua era desenvolvida não pela criação de novas palavras, mas pela “condensação” e “remoção” delas ou de alguns de seus sentidos, com o objetivo de restringir o escopo do pensamento. Uma vez que as pessoas não pudessem se referir a algo, isso passa a não existir. Assim, por meio do controle sobre a linguagem, o governo seria capaz de controlar o pensamento das pessoas, impedindo que ideias indesejáveis viessem a surgir.

Não se deve confundir novilíngua com simples tabu a respeito de palavras. A ideia aqui consiste em restringir as possibilidades de raciocínio, não o simples proibir a menção a coisas, fatos ou pessoas indesejáveis.

(Fonte Internet: https://pt.wikipedia.org/wiki/Novil%C3%ADngua)

Teletelas* – A teletela (em inglês, telescreen) é um tipo de tecnologia de telecomunicação bidirecional descrita no livro 1984, de George Orwell. Segundo o autor, as teletelas funcionariam ao mesmo tempo como um televisor e uma câmera de vigilância, na medida em que poderiam simultaneamente transmitir a programação oficial do governo e filmar o que acontece em frente ao aparelho.

Na trama, todas as residências são equipadas com uma teletela, que não pode ser desligada, apenas ter seu volume diminuído. No livro, as teletelas são usadas pelo governo do Grande Irmão (Big Brother, no original) para vigiar todos os cidadãos. É esta ideia que deu origem ao formato do programa de televisão Big Brother.

(Fonte Internet: https://pt.wikipedia.org/wiki/Teletela)

Duplipensar* – “Em um tipo de lavagem cerebral, o Estado implanta nos cidadãos o duplipensar. Isto é, ele apresenta dois conceitos contraditórios e distorce a capacidade de interpretar cada um para perceber que não fazem sentido. Um exemplo é o lema do Partido: “Guerra é paz. Liberdade é escravidão. Ignorância é força”. Ou seja, ninguém se questiona sobre a impossibilidade disso, pois ninguém quer pensar por si, apenas aceita o que é dito. Não parece com o hoje?” (Fonte Internet: https://www.folhavitoria.com.br/geral/blogs/vem-ler-comigo/2020/07/21/o-livro-1984-e-o-ano-de-2020-como-george-orwell-acertou-a-nossa-atualidade/)

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Publicado por micheloverde

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2 comentários em “A novilíngua* da transição presidencial na Petrobras

    1. Sim, Marcos Azevedo e infelizmente ainda tem muita água para rolar. Mas, estamos atentos e fico satisfeito em saber que você leu e aproveito as informações do meu texto. Abrazo Fraternal, Salud y ¡La Pachamama

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